As características geológicas e geomorfológicas trouxeram a localidade uma grande disponibilidade de reservas minerais. Neste sentido, se pode afirmar que as atividades de extração de minérios foram significativas para a formação socio-espacial da região, tornando-a um marco histórico da mineração de cobre no Brasil. O ouro e a prata e seus subprodutos também foram encontrados numa disponibilidade mais restrita.
A disponibilidade destes minérios atraiu investidores estrangeiros, tais como os ingleses e os belgas, que exploraram os flancos leste e oeste, respectivamente, do Cerro João Dias.
Atualmente desativas, estas galerias retratam as marcas do passado de exploração.
A Galeria dos Belgas, de exploração subterrânea, que atingiu mais de 100m abaixo da cota mais alta do cerro da mina, apresenta-se como um bom referencial físico para observar e compreender a exploração mineral subterrânea.
As estruturas que ali permanecem concretizarem um marco histórico nacional da exploração do cobre, apresentando sítios metalogenético, estratigráfico e paleoambiental, que são referências como laboratório permanente para estudos no campo de geociências. (PAIM, 2002).
Foram as extrações minerais, a partir de 1865, que movimentaram a formação e estruturação de vilas nos arredores das minas, que dispunham de uma infraestrutura organizada aos trabalhadores e suas famílias. Hoje em dia, estas vilas compõem um distrito dentro município de Caçapava do Sul (RS), denominado Minas do Camaquã.